sábado, 14 de agosto de 2010
Férias na praia III
Estávamos, mais uma vez, na praia do Lázaro.
Não satisfeita em ficar ali, minha mãe queria conhecer a praia Domingas Dias (uma praia particular, situada em um condomínio exatamente ao lado da praia do Lázaro).
Colocamos todas as nossas tralhas no carro e fomos para a tal praia.
Chegamos à portaria do condomínio.
O porteiro, muito gentil, começou a explicar como se chegava à praia:
“O senhor vira nessa rua, depois vira naquela, depois...”
Mas ele foi interrompido pelo meu pai, também muito gentil:
“Tá bom! Tá bom! Já entendi! Você acha que eu não sei como chegar?”
E deixou o porteiro gentil falando sozinho.
Bom, estacionamos e movemos toda a nossa tralha para as areias da Domingas Dias.
Nos sentamos à sombra, sempre comentando:
“Nossa! Olha como essa praia é muito melhor! Tem menos ondas...”
“Mais sombra...”
“A areia é fofinha...”
“Não há tantas pessoas...”
“Tem mais segurança...”
Depois desse “momento fascínio”, minha mãe, como adora caminhar na areia, convenceu meu pai, que odeia caminhar na areia, a dar uma voltinha.
Ficamos eu e minha irmã.
Passados cinco minutos, meus pais estavam de volta.
Minha mãe falando em um tom de voz suficientemente alto para todos a nossa volta escutarem:
“Meninas, vocês não vão acreditar!!!”
“O que aconteceu?”
Eu pensei em tragédias, micos, menos em...
“Nós estamos na PRAIA DO LÁZARO!”
Eu juro que não entendi na hora! Como era possível?
Fácil: devido a teimosia do meu pai, nós conseguimos rodar, rodar, rodar e parar na mesma praia.
Só que na outra ponta.
Minha mãe começou a contar que enquanto estava caminhando, notou e comentou certas familiaridades com a praia do Lázaro (a barraca de tatuagens, o bar onde nós comemos, a árvore onde nós estávamos) para o meu pai.
E ele, mesmo com todas as evidências, sempre dizendo:
“Magina! Você acha que a gente não perceberia se estivesse na mesma praia?”
Pois é, eu acho.
E eu não quero nem saber o que as pessoas a nossa volta pensaram quando viram que a gente não sabia nem onde estava.
sábado, 7 de agosto de 2010
Férias na praia II
“Quer tirar meu pai do sério? Mexa nas suas economias.”
Meus pais, minha irmã, eu e um amigo nosso estávamos em Ubatuba, em uma bela noite de sexta, passeando no shopping.
Passamos por um caixa eletrônico e então meu pai teve a brilhante ideia de ensinar como que se sacava dinheiro.
Entramos no lugar.
“Prestem muita atenção porque agora papai vai mostrar como que se saca dinheiro.”
Tecla daqui, tecla de lá. Pipipi popopó.
“Bom, agora nós esperamos o dinheiro sair!”
...
"Ué!”
Sim. O dinheiro, por qualquer motivo que fosse, não saía.
Ele tentou de novo, e de novo, e no saldo constava que o dinheiro havia sido sacado.
Então, com toda a paciência que ele nunca teve, ele começou a ficar vermelho e xingar a máquina.
Como se aquilo tudo fosse adiantar alguma coisa.
Um guarda que passava por ali resolveu ir verificar o motivo dos gritos.
Meu pai explicou o que havia acontecido e o guarda disse que ele teria que ir ao banco para resolver.
Bom, pela sua reação, essa não era a resposta que ele queria ter ouvido.
Ele começou a falar que não sairia dali enquanto não visse o dinheiro.
O guarda falando que não.
Ele falando que sim. Os dois começaram uma discussão.
Meu pai falou então nervoso para minha mãe:
“Vai lá na praia e pega areia que eu vou engripar isso aqui. Se eu não conseguir meu dinheiro, ninguém mais consegue.”
O guarda começou a falar que se ele fizesse isso eles teriam que ir para a delegacia.
Só baixaria.
Enfim...
A boa notícia é que minha mãe conseguiu convencer meu pai de parar de agir feito um louco e ir ao banco para resolver o problema.
A má notícia é que o banco só abria na segunda-feira.
Imaginou como foi o nosso fim de semana?
Não... você não imaginou!