"O jeito ideal de começar uma viagem"
Todo final de ano, costumamos viajar para a praia. Na maioria das vezes, vamos para a praia do Lázaro, em Ubatuba. Ficamos sempre no mesmo condomínio. Lá mora a nossa já conhecida síndica, Cida. Sempre que chegamos lá, paramos no apartamento dela e pegamos a chave do nosso.
Bom, chegamos ao condomínio. Tudo estava indo bem, até meu pai notar que os óculos escuros dele, com o qual passamos a viagem inteira usando e tirando fotos, estava engordurado.
“Olha só o que vocês fizeram com meus óculos!! Está cheio de gordura!!”, dizia ele.
Com muita fúria, ele desceu do carro para, achávamos, pegar a chave com a Cida.
Ele chegou ao portão e começou a gritar: “Cida! Cida!”.
Apareceu à porta, uma senhora que depois descobrimos que era a mãe dela. E com toda a intimidade que não existia entre ela e meu pai, ele pediu delicadamente:
“Dá pra senhora abrir esse portão que eu preciso lavar os meus óculos??”
Sem entender absolutamente nada, a pobre senhora abriu o portão.
Meu pai entrou e foi pro tanque, exigindo um sabão. A senhora foi buscar o sabão, e sem que nenhum dos dois percebesse (meu pai porque estava nervoso, e a senhora porque estava assustada) o portão foi deixado aberto, dando a oportunidade para a cachorrinha da Cida escapar.
Bom, antes fosse apenas uma cachorrinha. Ela era praticamente parte da família. Uma filha para Cida.
Minha mãe, horrorizada, tentou gritar: “A CACHOR...”, mas antes que ela pudesse dar continuidade à frase, a filhinha da Cida saiu correndo mais rápido do que se pudesse imaginar.
A nossa sorte é que ao invés de virar para a movimentadíssima rodovia, cheia de caminhões e carros em velocidades incríveis, ela virou em direção à praia. A minha irmã mais do que depressa, abriu a porta do carro e correu atrás da cadela. E enquanto tudo isso acontecia, meu pai, com toda a paciência do mundo, lavava seus preciosos óculos.
Minutos depois, passa pelo carro a cadela em disparada que vira novamente para a praia e, em seguida, minha irmã, quase tão rápido quanto. Dessa vez, meu pai, depois de levar um grito da minha mãe e com seus óculos finalmente limpos, saiu atrás da cadela.
Bom, uma hora a Cida iria acabar chegando, e essa hora chegou. E, vendo o portão aberto, já veio perguntando:
“Cadê minha cachorrinha? Onde ela está? Vocês a viram?”.
Minha mãe explicou que ela havia fugido, para desespero de Cidinha. Cida sai atrás da cachorra também.
Depois de um certo tempo de perseguição, a cadela cansou e resolveu parar de correr. Minha irmã foi tentar pegá-la, mas ela rosnava. Em seguida chegou meu pai:
“Vai! Pega logo a cachorra!!”
E minha irmã:
“Eu não! Pega você!”
Assim, ficaram em uma discussão interminável de quem pegaria a cachorra, até que a Cida chegou e resolveu o impasse.
Pegamos as chaves e fomos embora.
UASDHIUHADIUHSADUIHADUHASUDHASUIDHUAIDHAUISDHUIAH
ResponderExcluirqueria ta la! ausdhauh!
hahahahaha...
ResponderExcluirtudo por um oculos!!!