segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Até mais Brasil! ¡Hola Argentina!

“A viagem muda, mas a história é a mesma”

Esse ano, que tal irmos para a Argentina? Não é perfeito? Não vai sair tão caro e já temos a casa de amigos para ficar.”
A ideia parecia interessante. Então, juntamos família, roupas, sapatos e, como se não bastasse, ingredientes para uma deliciosa feijoada!
Isso mesmo! Meus pais queriam levar um pouco da nossa culinária para os argentinos morrerem de inveja
Mas, como todos sabem, o transporte de alimentos, animais e plantas é proibido, portanto minha mãe tratou de esconder bem a comida toda. Bom, ao menos era o que ela achava.
Confiantes, partimos para o aeroporto.
E, sabe de uma coisa, o difícil não foi passar despercebidos pelo aeroporto de Guarulhos, claro que não...
O difícil ainda estava por vir.
Assim que pousamos em Buenos Aires, estávamos alegres e contentes cruzando o aeroporto para pegar nosso último voo, para Rosário, quando fomos abordados por um guarda:

[espanhol]Senhores, me acompanhem!”[/espanhol]

Lá fomos nós, um pouco menos alegres e contentes...
Chegando a uma sala, avistamos o motivo do “senhores, me acompanhem”:
Uma mala térmica com carne dentro.
Mais óbvio se fosse toda vermelha com um SADIA bem grande na frente.
Ei! Espera um momento! Era, de fato, uma mala térmica vermelha da SADIA!

[espanhol]Os senhores não foram avisados de que é proibido transportar comida de um país para outro?”[/espanhol]

[portunhol]Não, claro que não! Como poderíamos saber?”[/portunhol]

[espanhol]Lamentavelmente, teremos que incinerar toda a comida!”[/espanhol]

Apesar de não entender nada do que o guarda dizia, meu pai sabia que havia algo errado. E bastou isso para ele ficar todo vermelho de raiva.
Ah sim, e começar a discussão
Era um tal de "não vai incinerar minha comida" pra cá e "mas senhor, são as regras!" pra lá...
Enquanto isso, o nosso avião para Rosário estava quase partindo.
Vendo que aquilo não chegaria a lugar algum, minha mãe resolveu interceder dizendo que perderiam o avião se não fossem aquela hora!!
Meu pai, então, parou, olhou em volta e, quando todos nós pensávamos que esse fosse um sinal de que aquele seria o final do impasse, disse:

Bom, já que é assim, eu só saio daqui quando ver tudo queimado.”

E a discussão recomeçou...
Era um tal de "se eu não como ninguém come" daqui e "esse procedimento é feito em um lugar específico" de lá...
E o avião praticamente decolando. Mas quem se importa, não é mesmo?
Desse modo, meu pai foi deixando o guarda tão, mas tão enlouquecido que, em um acesso momentâneo de raiva, ele pegou toda a carne e jogou dentro do lixo mais próximo.
Depois, com sangue nos olhos, pegou álcool e com um isqueiro colocou fogo na bendita.
Meu pai ainda ficou uns minutos parado, de braços cruzados, olhando para a carne em chamas, antes de, finalmente, pegarmos nosso voo.

Não tivemos nossa deliciosa feijoada, mas pelo menos ficamos com o feijão, que estava escondido no meio das roupas

4 comentários:

  1. UIHASIUDHSAIDUHASDIHSADIUHADSIUHADS! faz um filme let!

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  2. inacreditável.... a família, e a contadora de histórias =)!

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  3. hauhauahau
    Essa eu nunca tinha ouvido!!!
    Ei seu Agnaldo, peitando a policia estrageira!! hauhau
    Muito boaa be!!

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